Você realmente sabe o que é Coaching ?

Por que eu resolvi escrever esse post ?

Bom, vejo muito as pessoas falando de coaching, porém, sinto que não há uma clara percepção no mundo ágil do que realmente é um trabalho de Coaching, qual a importância do papel do Coach em um processo, seja ele qual for.

Por isso resolvi escrever algo a respeito deixando claro que é uma opinião minha sobre o assunto, e que vou falar de forma bem abrangente.

O que é coaching?

Coaching é um processo que visa aumentar a performance de um indivíduo – seja ela pessoal ou profissional com um papel específico – um grupo de profissionais com um objetivo comum ou uma empresa, gerando resultados positivos com metodologias, ferramentas e técnicas, conduzidas por um profissional em uma parceria com o cliente.

Coaching é o processo de evocar a excelência em seus clientes, promover excelente performance a curto, médio e longo prazo e potencializar seu poder.

Coaching estimula uma forte comunicação, identificação e reformulação de valores, metas e busca de soluções.

Coaching é uma habilidade de gestão e gerenciamento de pessoas, indispensável para executivos e líderes.

O que não é coaching?

Coaching não é terapia, aconselhamento, psicologia, consultoria ou mentoring. O coaching é uma abordagem pragmática focada na realização de um ou mais objetivos específicos.

A principal diferença entre o Coach e uma Terapia é que uma terapia tenderá a focar nas experiências e nos sentimentos relacionados a eventos passados, tratando de distúrbios e desequilíbrios emocionais. Já o Coaching irá atuar fortemente com disciplina orientada ao ajuste dos objetivos e encoraja o cliente a seguir em frente na conquista dos mesmos e de novas realizações.

O aconselhamento, mentoring e consultoria não podem ser comparados com Coaching porque conselheiros e consultores fornecem conselhos indicando, falando o que deve ou não ser feito. Em contrapartida, o Coaching irá atuar com o cliente questionando, dando possibilidades e ferramentas para que ele conquiste suas próprias soluções, respeitando sua cultura, valores e princípios. Enfim o coaching não realiza mudanças no cliente, mas sim, o ajuda a descobrir se precisa ou não de uma mudança e contribui fortemente nesse processo que é a parte mais difícil para o cliente — a fase de transição de uma realidade para outra, muitas vezes quebrando paradigmas, idéias fixas, crenças e valores, o que torna dura e difícil a mudança. E se estamos sozinhos é uma tendência natural do ser humano manter-se na zona de conforto. É nesse momento que o papel do Coach é extremamente importante, pois ele será o agente de mudança que irá sempre conduzir o seu cliente com foco em sua meta e não permitindo que o mesmo permaneça acomodado.

O papel do Scrum Coach

O Coach é o agente de mudança responsável por promover a seu cliente a busca de novos entendimentos, alternativas e opções que façam com que ele amplie suas realizações e conquistas. Sempre focado no futuro com o intuito de aumentar a performance, mudança, transformação ou aprendizado; fazer com que o cliente entre em ação de forma mais efetiva e focada.

Definir de forma clara quais são seus principais objetivos com a implementação da framework em sua empresa, traçar um Road Map para atingir esses objetivos com metas e foco no processo. Isso é o mínimo que você pode esperar de um Scrum Coach para fazer com que a implementação do Scrum em sua empresa seja bem sucedida.

Além disso: garantir que os paradigmas da empresa sejam quebrados, desmistificando as “crenças limitantes” que impedem o processo de mudança sem afetar a cultura, diminuindo as dores da mudança, diminuir os riscos com ferramentas como gains and losses para minimizar perdas, dar manutenção de ganhos e produzir uma congruência sistêmica, trabalhar de forma efetiva na educação do time, fornecer ferramentas eficientes no estimulo da comunicação, descobrindo os pontos fracos e trabalhar na melhoria contínua, habilidades para superar barreiras e remover os impedimentos para alcançar seus objetivos. Enfim, garantir que a implementação seja bem sucedida e conduzi-la da melhor forma possível dentro da cultura da empresa.

No próximo post sobre o assunto irei focar mais no papel de um Agile Coaching atuando como um agente de mudança dentro de uma organização.

Até mais.

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Mudança organizacional

Daily Meeting: ou faça direito, ou esqueça…

[img:img_9211.jpg,thumb,alinhar_dir_caixa]Eu costumo falar que a Daily Meeting é uma das práticas mais difíceis de se aplicar em Scrum, ou pelo menos é uma das que mais vejo ser distorcida em times de projetos. Quando falo isso as pessoas sempre me questionam “Mas como pode ser? A Daily Meeting é algo tão simples de ser feito!”.
Em 2007 eu publiquei um artigo na Scrum Alliance chamado “The Daily Meeting Trap”, nele eu citei alguns dos pontos que, naquele momento, eu via como principais armadilhas para a reunião diária. Muitas daquelas armadilhas ainda vem sendo repetidas, mas hoje vejo alguns pontos ainda mais críticos, que não apenas atrapalham no bom aproveitamento de uma “prática de Scrum”, mas sim acabam gerando desperdício dentro do seu processo.
Na minha opinião, a Daily Meeting é uma prática difícil de ser aplicada principalmente pelo fato de que, se o seu time não estiver trabalhando de forma auto-gerenciada MESMO, a Daily Meeting perde completamente o sentido! Ora, o time ser auto-gerenciado em Scrum significa que o micro-gerenciamento fica por conta dele (falo sempre isso em minhas turmas, e recentemente o Mike Cohn também publicou algo a respeito), e a Daily Meeting nada mais é do que uma ferramenta para o micro-gerenciamento! Se o time não é auto-gerenciado…do que me importa saber o que o João fez ontem e pretende fazer hoje? É por isso que vemos muita gente achando as Daily Meeting super chatas. É claro, se uma reunião não aborda algo que realmente me interesse, ela será para mim uma tremenda “perda de tempo”. Um outro ponto é que, se o time não está em busca da mesma meta durante aquela Sprint, a reunião diária mais uma vez deixa de ter valor. Se eu tenho a “minha meta” e é em busca dela que concentro meu trabalho, não me interessa saber como anda o “seu trabalho”.
O que quero dizer é: não adianta apenas aprender a executar uma prática, você deve entender o porque está fazendo aquilo…isso é o que importa!

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