Preparativos para o Stoos Stampede de Amsterdam

Stampede at Amsterdam

Na primeira semana de julho estarei em Amsterdam para o Stoos Stampede, evento organizado por membros da Stoos Network. Este será um evento bastante diferente dos tradicionais, já que não haverá uma grade pré-fixada de “palestras” e nem um super hotel 5 estrelas com várias salas reservadas para as sessões. Haverá, na verdade, uma única base, e todas as discussões se darão em cafés e bares espalhados pelo centro da cidade. Portanto, será uma real debandada!

O evento reunirá pessoas que, de um jeito ou de outro, atuam como agentes de mudança em busca de novas atitudes para a gestão. Até o momento, muitos assuntos interessantes foram propostos para discussão, tópicos que vão desde o uso de grupos satélites do Stoos para motivar gestores a mudarem o mindset, até a proposta de um modelo organizacional guiado pela evolução (?!).

Mas o que é Stoos Network?

O nome Stoos refere-se a um vilarejo localizada na Suiça no qual, no início de 2012, reuniram-se um grupo de profissionais preocupados com a bagunça na qual organizações e seus gestores vem se nos metendo, ao tentar manter métodos e estilos de gestão completamente inadequados para um mercado extremamente complexo e tomado pelos profissionais do conhecimento.

Cientes de que ninguém possui “a resposta” para fazer com que as organizações abram os olhos para estas ameaças, decidiu-se então – durante o evento – criar uma rede (Stoos Network) para dar prosseguimento às discussões, mas agora envolvendo uma quantidade de profissionais muito maior, espalhadas pelas redes e continentes.

E além do Stampede em Amsterdam, haverão outros eventos?

Sim, na verdade o movimento está apenas começando. Grupos satélites estão sendo criados ao redor do mundo e alguns, como o de Zurique, já realizaram encontros periódicos envolvendo profissionais do mundo organizacional. Dei o ponta-pé inicial para o Stoos Satellite daqui de São Paulo e, no retorno do Stampede de Amsterdam, espero estar cheio de idéias para compartilhar com o grupo e darmos os primeiros passos com reuniões periódicas e outras ações.

Além das ações dos satélites, já há movimentos para organizar eventos maiores, como o Stampede, em regiões dos Estados Unidos e outros centros.

Como fazer parte?

Todos são bem vindos na Stoos Network e, obviamente, se você é de São Paulo ou região, não deixe de entrar no nosso satélite para ajudar-nos com os primeiros passos. É bem simples, inscreva-se no grupo Stoos Network no Linkedin e, após estar dentro, inscreva-se no sub-grupo Stoos Satellite Sao Paulo.

Algum pré-requisito?

Não ser apenas um ouvinte, mas sim participar de verdade das discussões, trazendo propostas e compartilhando experiências.

Por que vou para o Stampede em Amsterdam?

Na mesma linha do que o Jurgen Appelo propôs no post “What’s Your Reason to Join the Stampede?”, na próxima semana compartilharei  aqui no blog da AdaptWorks as minhas motivações intrínsecas para ir ao evento de Amsterdam – além das óbvias: passear pela cidade e ter uma Heineken Experience, lógico. 😉

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Pense, Não Acredite em Ninguém!

Jurgen Appelo, autor do livro Management 3.0, disse em seu blog: “Eu sou um Desacreditador, tenho uma tendência de não acreditar no que as pessoas dizem ser a verdade. Sou o Ceticismo Encarnado. Depois de comer, e dormir, discordar vem em terceiro lugar na lista de necessidades básicas da minha vida.”

Pense!

Discordar das pessoas, te força a pensar. Faz com que você busque novas soluções para problemas que outros consideram já resolvidos. Para Jurgen, um nível saudável de discordancia é essencial para qualquer gerente, isso faz com que você pense, e apareça com soluções que outra pessoas nunca teriam pensado, porque são pensadores preguiçosos.

Para Seth Godin, autor de diversos best sellers sobre gestão e marketing,  “Por quê?” é a pergunta mais importante que existe neste mundo, e ainda assim, não é perguntada com a frequência suficiente pela maioria das pessoas. Seth sugere que você pergunte-se: por quê?
Por que isso funciona dessa forma? Por que essa é a nossa meta? Por que você disse não? Por que você está tratando as pessoas de forma diferente? Por que essa regra existe? Por que nós não exploramos este mercado? Por que você não mudou de ideia? Por que nós temos esta reunião? Por que não? Por quê? Por quê? Por quê?
No Livro The Pragmatic Programmer, Andrew Hunt e David Thomas, destacam que uma das principais características de uma pessoa pragmática é o pensamento crítico. Você precisa pensar e analisar criticamente tudo aquilo que lê e ouve.
  • Não acredite nos livros que você está lendo.
  • Não acredite que A é melhor que B só porque alguém importante disse que é.
  • Não acredite que um livro é bom só que aparece nas listas de Best Sellers.
  • Não acredite no Jurgen Appelo, nem no Seth Godin, nem no Andrew Hunt e nem David Thomas.
  • E o mais importante de tudo: não acredite em mim. 😉
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