Pense, Não Acredite em Ninguém!

Jurgen Appelo, autor do livro Management 3.0, disse em seu blog: “Eu sou um Desacreditador, tenho uma tendência de não acreditar no que as pessoas dizem ser a verdade. Sou o Ceticismo Encarnado. Depois de comer, e dormir, discordar vem em terceiro lugar na lista de necessidades básicas da minha vida.”

Pense!

 

Discordar das pessoas, te força a pensar. Faz com que você busque novas soluções para problemas que outros consideram já resolvidos. Para Jurgen, um nível saudável de discordancia é essencial para qualquer gerente, isso faz com que você pense, e apareça com soluções que outra pessoas nunca teriam pensado, porque são pensadores preguiçosos.

Para Seth Godin, autor de diversos best sellers sobre gestão e marketing,  “Por quê?” é a pergunta mais importante que existe neste mundo, e ainda assim, não é perguntada com a frequência suficiente pela maioria das pessoas. Seth sugere que você pergunte-se: por quê?
Por que isso funciona dessa forma? Por que essa é a nossa meta? Por que você disse não? Por que você está tratando as pessoas de forma diferente? Por que essa regra existe? Por que nós não exploramos este mercado? Por que você não mudou de ideia? Por que nós temos esta reunião? Por que não? Por quê? Por quê? Por quê?
No Livro The Pragmatic Programmer, Andrew Hunt e David Thomas, destacam que uma das principais características de uma pessoa pragmática é o pensamento crítico. Você precisa pensar e analisar criticamente tudo aquilo que lê e ouve.
  • Não acredite nos livros que você está lendo.
  • Não acredite que A é melhor que B só porque alguém importante disse que é.
  • Não acredite que um livro é bom só que aparece nas listas de Best Sellers.
  • Não acredite no Jurgen Appelo, nem no Seth Godin, nem no Andrew Hunt e nem David Thomas.
  • E o mais importante de tudo: não acredite em mim. 😉

André Faria

André Faria Gomes é Sócio-Diretor de Produtos e Tecnologia na Bluesoft em São Paulo e Associated Trainer na Adaptworks. Bacharel em Sistemas de Informação pela FIAP, Black Belt em Lean Seis Sigma pela Fundação Vanzolini, e Management 3.0 Licensed Trainer. O foco principal de seu trabalho é no desenvolvimento de software, atuando na liderança de equipes, no coaching de métodos ágeis, e no desenvolvimento de produtos para a Internet em diversas linguagens e plataformas.

5 Comments

  1. Parabéns André, belo artigo.
    Quebrar esse paradigma que está enraizado nas mentes das pessoas é um desafio! Só com muita perseverança e amor ao trabalho e ao próximo.
    Um abraço!

  2. Pensamento critico é realmente algo fundamental para todos nós não só como profissionais mas tambpem como pessoas vivendo em sociedade.

    Agora com relação ao ponto levantado pelo Jurgen Appelo, o que é nível saudavel? Outra coisa, especialmente aqui no Brasil onde tudo é levado para o lado pessoal, como fazer disso algo saudável?

  3. Muito Obrigado pelo Comentário Helder.

    Então Ricardo, eu particularmente acredito que esse “nível saudável” é o meio termo entre a aceitação passiva (aceitar tudo sem questionar), e a o ceticismo cego (não aceitar nada, nem sequer pensar sobre os argumentos do outro, mente fechada).

    Acredito que o ponto chave é o cultivo de uma cultura de confiança e transparencia (muitas vezes isso precisa vir da gestão), de forma que as pessoas se sintam confortáveis para questionar as coisas. Isso é fundamental.

  4. Parabéns por mais um excelente post, André.

    Só gostaria da deixar aqui uma observação quanto a palavra “ideia”, segundo as novas regras gramaticais, não possui mais acento. 🙂

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