Por que o Scrum é melhor para a sua empresa e seus clientes?

por Eduardo Kruger

Já faz muito tempo que as empresas investem em inovação para poder responder às constantes mudanças do mercado. Estas empresas precisam adaptar processos, de forma mais rápida, e diminuir o time-to-market de produtos, respondendo as necessidades de clientes, e assim, se mantendo competitivas no segmento de atuação. No momento em que os softwares utilizados por elas se tornam a peça chave em processos produtivos e de inovação, é quando diretores e gestores descobrem que o sucesso do negócio depende diretamente da agilidade do departamento de TI.

Nesse contexto, em que organizações precisam replanejar constantemente decisões estratégicas, reduzir custos operacionais, além de adaptar processos e serviços para poder atender clientes cada vez mais exigentes, investir em uma forma de gerenciamento de projetos mais ágil, com o Scrum, pode se tornar um diferencial competitivo fundamental. O Scrum é uma metodologia de gerenciamento de projetos, baseada no desenvolvimento iterativo e incremental de software, que beneficia empresas e clientes, basicamente, em três pontos principais:

1. Aumento do Retorno Sobre o Investimento (ROI)
O Scrum prioriza a entrega de requisitos de maior valor de negócio, ou que apresentam maior risco estratégico para a empresa. Isso significa que o dono do produto (product owner) sempre manterá uma lista priorizada (backlog), com todas as funcionalidades que deverão ser implementadas antes pelo time de desenvolvimento. Dessa forma, garantimos que tudo aquilo que for mais importante para o negócio do cliente, será desenvolvido, testado e entregue primeiro. Isso permite agregar mais valor ao negócio, em menos tempo, diminuindo custos de operação e aumentando o retorno sobre o investimento (ROI) destes projetos.

2. Mais Flexibilidade às Mudanças do Mercado
A pesquisa do PMI (Project Management Institute), realizada em 2010, com 300 grandes organizações no Brasil, colocou mudanças de escopo constantes como o segundo problema mais comum na gerência de projetos, sendo citada em mais de 70% das organizações entrevistadas. Não é incomum projetos serem concebidos e encerrados no meio da execução, por inúmeros fatores, como: mudança de mercado, reposição de concorrentes, ou mudanças de expectativas dos clientes finais. O mercado vai mudar sempre. O que faz uma empresa ser competitiva é responder rápido a estas mudanças. O Scrum, como a maioria das metodologias ágeis de desenvolvimento, incentiva o desenvolvimento incremental e as entregas parciais do produto que está sendo desenvolvido. Estas entregas (chamadas de sprints), geralmente tem duração de duas a quatro semanas, e contemplam o ciclo completo de desenvolvimento do produto, com as fases de planejamento, design, implementação e testes de aceitação de cada requisito que está sendo desenvolvido. Se o cliente mudar, se o mercado mudar, se o que ontem era tão importante hoje não fazer mais sentido, sem problemas. Podemos mudar nosso planejamento e repriorizar nosso backlog já no próximo sprint.

3. Redução do Time-to-market
Nesta mesma pesquisa, o não cumprimento de prazos é campeão entre os problemas em projetos, citado por mais de 72%, das 300 organizações pesquisadas. A maioria dos projetos é desenvolvida para criação ou melhoria de um produto ou serviço, que atende alguma necessidade identificada no mercado. Isso significa que esta necessidade de mercado tem data de validade, que geralmente é curta, pois pode se modificar, ou deixar de existir rapidamente, em questão de semanas ou dias, dependendo do segmento de negócio do cliente. Como o Scrum promove a entrega de funcionalidades completas a cada sprint, o produto vai sendo construído e entregue à medida que o projeto avança, e novas funcionalidades vão sendo disponibilizadas no mercado. Esta característica do Scrum permite que produtos sejam lançados e validados no mercado muito rapidamente, reduzindo drasticamente o time-to-market de produtos, e atendendo prazos de forma mais eficaz. Estes fatores fazem com que o Scrum já seja aplicado por empresas de diversos segmentos no Brasil, além de ser visto com bons olhos por grande parte dos de gestores, líderes e gerentes de projeto da área de TI.

Prontos para uma metodologia ágil?

Fonte:

http://cio.uol.com.br/opiniao/2012/07/12/por-que-o-scrum-e-melhor-para-a-sua-empresa-e-seus-clientes/

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Agile

Certificação Scrum aumenta salário em até 30%

por Rafael Ferrer – INFO Online

Uma das certificações em rápida ascensão no mercado de TI é o Scrum, metodologia que permite gerenciar projetos de TI compartilhando tarefas e cronogramas entre gestores, analistas e clientes envolvidos, bem como organizar fases de entrega de pedaços das tarefas (sprints).

De acordo com especialistas ouvidos pela INFO, é cada vez mais comum as empresas de TI preferirem especialistas com certificação nesta metodologia. Para obter um profissional com esse certificado, algumas pagam até 30% a mais que um analista sem esse certificado.

Segundo Lucas Toledo, gerente da divisão de TI da Michael Page Brasil, dois em cada nove profissionais que atuam com o desenvolvimento de aplicações já possuem uma certificação Scrum. “O benefício de ser um desenvolvedor certificado vai além de apenas adquirir conhecimento. Há chances de ele ganhar um aumento salarial porque as empresas, especialmente as de grande porte, reconhecem que aquela pessoa pode ter maior produtividade”, diz.

Ainda de acordo com Toledo, a certificação comprova as habilidades técnicas e isso ajuda a diferenciar o candidato em uma entrevista de emprego. “O documento mostra que a pessoa adquiriu o conhecimento teórico e prático da tecnologia, uma vez que o interessado não consegue obter a certificação sem estudar sobre seu conteúdo”, afirma.

Toledo diz que há poucos profissionais disponíveis no mercado com o cargo de Scrum Master, nome que se dá ao responsável por organizar os dados e a equipe que desenvolve a aplicação de acordo com o método Scrum. “Na maioria das vezes, a pessoa é um analista sênior de desenvolvimento ou um analista de software que atua como líder de projeto”, comenta.

O diretor afirma que um analista sênior recebe, em média, um salário de sete* mil reais. Já um arquiteto com experiência na área chega a ganhar até 17* mil reais mensais, valores que podem crescer caso o profissional tenha uma certificação no currículo.

O desenvolvedor e líder de equipe da empresa Informant, Rafael Gilberto Dalosto, diz que estas corporações usam o Scrum pela facilidade em agendar as interações, controlar as alterações do projeto e a possibilidade de o cliente acompanhar a evolução do desenvolvimento.

“Sem o Scrum, a possibilidade de terminar um projeto e o cliente não aprova-lo é grande. Em um trabalho fechado, o consumidor somente descobrirá o que foi desenvolvido a ele após a finalização do serviço”, diz.

Dalosto explica, no entanto, que estudar Scrum não assegura que o profissional terá condições de assumir posições de liderança em seu trabalho. “Nem sempre uma pessoa que possui certificação será melhor do que os outros funcionários que não possuem este documento. É necessário ter experiência como desenvolvedor, mas é claro que a certificação ajudará na carreira do profissional”, diz.

Dalosto diz também que o Scrum só é eficiente se os profissionais e clientes envolvidos em um projeto tiverem uma interação intensa. “Se ninguém acessar a ferramenta de gerenciamento pode haver complicações como alteração do projeto final e o cliente não aprovar a aplicação desenvolvida”, diz.

Há também a possibilidade de estudar com a ajuda de professores, matriculando-se num curso.  A Scrum Alliance, a organização Scrum.org e outras instituições indicam cursos pagos sobre esta tecnologia. O curso “Professional Scrum Master” (PSM) reconhecido pela Scrum.org, por exemplo, possui enfoque nos conceitos, papéis, cerimônias e frameworks.

Já o treinamento “Certified ScrumMaster” (CSM) reconhecido pela Scrum Alliance dura dois dias.

Nos sites das organizações que concedem as certificações, é possível consultar as regiões que recebem especialistas que ensinam as técnicas aos interessados em Scrum. De um modo geral, esses cursos só são mininistrados em grandes cidades, como Rio, São Paulo ou Brasília. Quem vive no interior, pode ter que deslocar-se até uma capital para estudar por dois dias.

Depois de completar a carga horário do curso, o profissional pode agendar sua prova pela web. Se tiver desempenho acima de 85% de acertos, receberá o certificado.

Há também outros níveis de certificação como o Professional Scrum Developer (com técnicas avançadas de planejamento de projetos), Professional Scrum Product Owner (enfoque no retorno do investimento e redução do custo total de propriedade), Certified Scrum Practitioner (voltado para usuários avançados), Certified Scrum Coach (certifica os conhecimentos práticos e teóricos avançados) e Certified Scrum Trainer (que permite que a pessoa ensine a metodologia a outras pessoas).

Cada certificação tem valor e peso diferente para os profissionais, mas todas podem ajudá-los a progredir em suas carreiras. A recomendação dos especialistas é que o profissional pesquise bem qual certificado lhe será mais útil, converse com seu gestor ou outros profissionais mais experientes para escolher a melhor certificação.

O teste aplicado para obter estas certificações também exige uma porcentagem mínima de acerto e o profissional deve comprovar um período mínimo de atuação com a metodologia. Para ser certificado em Certified Scrum Coach, por exemplo, é necessário pagar a taxa de 750 dólares para fazer a prova, ser aprovado no exame final e comprovar experiência com Scrum em, no mínimo, duas corporações.

*De acordo com pesquisas salariais da Michael Page, esta remuneração é oferecida por empresas tecnologicamente mais avançadas, como consultorias, empresas de internet e instituições financeiras nas regiões de Recife, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Esta última com uma variação salarial acima da média.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/carreira/certificacao-scrum-aumenta-salarios-em-ate-30-26062012-3.shl?3

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Agile

Gestão 3.0 transforma o papel do gestor e auxilia empresas a se adaptarem à imprevisibilidade do mercado

por Alexandre Magno

O mundo está cada dia mais complexo e, diferentemente do que pregam renomados manuais de gestão empresarial, não é mais possível simplesmente repetir boas práticas na resolução dos problemas organizacionais. O dinamismo e a velocidade com que a informação e o conhecimento circulam fizeram com que o ambiente corporativo se tornasse instável e, consequentemente, complexo.

A chave para o sucesso está na forma como o mercado lida com esta complexidade. A maioria das empresas tem aplicado soluções inapropriadas que tentam simplificar os processos organizacionais. Em ambientes desse tipo, é preciso buscar soluções específicas para cada tipo de problema. Assim, as equipes de trabalho e seus líderes têm que estar preparados para um processo de adaptação contínua que responde rapidamente aos acontecimentos imprevisíveis do mercado.

Para tanto, é necessário reinventar o tradicional modelo de gestão baseado no conceito comando-controle, segundo o qual o bom gestor precisa saber cobrar bem e a palavra de ordem é a produtividade. A gestão 3.0 vem justamente transformar o papel do gestor, que deve trabalhar como uma espécie de guia de um time auto-organizado e capaz de tomar algumas decisões por conta própria.

O modelo foi apresentado por Jurgen Appelo em seu livro, Management 3.0, e valoriza o fator humano, as pessoas e o processo de interação entre elas. Os principais conceitos são a motivação do time e o desenvolvimento de competências. O poder precisa ser descentralizado nas empresas, mas o gestor precisa estar preparado para “empoderar” as pessoas certas, mantendo a harmonia da equipe e criando as condições ideais para que os profissionais conquistem os melhores resultados.

A gestão dos profissionais é considerada um dos maiores entraves da transição para a metodologia ágil. Ainda que mais empresas tenham investido na implantação de métodos ágeis de gestão de projetos, existe uma grande carência no setor de especialização para os líderes de time e gerentes de desenvolvimento no comando de equipes que trabalham segundo o conceito.

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