O que o mercado espera de um bom treinamento para executivos e gestores?

A necessidade de aumentar a produtividade aliada à preocupação constante de líderes de equipes em reter seus profissionais faz com que o universo corporativo volte suas atenções, cada vez mais, para a especialização e treinamento de suas equipes e gestores.

Diante do aumento de demanda surgem inúmeras teorias e cursos que prometem capacitar líderes para conduzirem seus negócios e times frente à imprevisibilidade do mercado com maior eficiência. Mas como saber diferenciar um bom curso de gestão de um amontoado de dicas pré-formatadas que não se aplicam a todas as empresas?

Segundo Manoel Pimentel, Coach da AdaptWorks, empresa especializada em cursos de gestão e para equipes de TI, o grande segredo para o sucesso de um treinamento é ter um conteúdo interativo, que permita ao aluno compreender a dinâmica do pensamento e aplicá-la à sua realidade, ao invés de apenas absorver teorias prontas. “Nos cursos que ajudo a desenvolver priorizamos a participação e a troca de experiências entre alunos e professores, para que aconteça uma mudança no pensamento. A ideia é ajudá-los a criar mecanismos que possibilitem encontrar suas próprias respostas para cada problema encontrado ao longo do caminho”, explica.

Um treinamento tradicional ou até mesmo um curso de MBA acaba sendo direcionado para o aprendizado de teorias e técnicas, levando a um pensamento quase que mecânico. Ao aplicar o conteúdo aprendido para a solução de um problema real, o profissional percebe que as soluções não podem ser aplicadas de forma repetível, cada desafio está inserido em um contexto diferenciado e, por isso, exige uma abordagem específica.

Para atingir tal objetivo e preparar os alunos para enfrentarem um mercado cada vez mais complexo, a empresa em que Manoel trabalha investe no apelo lúdico e didático dos treinamentos que aplica. “Cada curso pode levar até 2 meses para ser criado”, afirma Pimentel. O processo costuma ter início com uma extensa pesquisa de mercado, nacional e internacional, e observação das práticas profissionais daquele determinado setor.

A partir daí, para embasar o conteúdo teórico do curso, são criadas diversas dinâmicas como o “innovation games”, formatado por Luke Homann com a intenção reproduzir situações complexas do cotidiano com as quais os profissionais costumam se deparar ao longo de suas carreiras. “Criamos o contexto, damos algumas ferramentas e orientações para que os alunos possam encontrar suas próprias soluções, baseadas na verdade de cada organização ou time. No universo corporativo, não existe uma receita pronta para o sucesso ou gestão, cada empresa tem que se especializar para encontrar seu próprio caminho”, esclarece Pimentel.
O sucesso do modelo, que aplica a teoria na prática, tem levado algumas empresas a requisitarem os treinamentos corporativos para seus profissionais, muito em função da necessidade de aprimorar o currículo e reter profissionais do conhecimento, que são estratégicos no atual contexto da economia mundial.

dtoyama

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