Usabilidade não é “User Experience” (UX) – Mas é Ágil

Usabilidade não é a experiência do usuário, ela ajuda a melhorar, e muito, essa experiência. A maior parte das pessoas ainda confunde UX com Usabilidade. É comum vermos gerentes de projeto, designers, arquitetos, todos substituindo o termo usabilidade unicamente por UX, dizendo equivocadamente “A ´UX´ do site está pronta?”

Apesar de parecer complexo, UX se resume em uma única frase: UX É CONCEITO.
E este conceito está em total harmonia com os conceitos ágeis.

Entendendo:

Temos experiência de usuário em contextos diversos.

Por exemplo, quais sensações e percepções um cliente de fast-food tem ao adquirir e saborear sua refeição? Este cliente é o usuário desse sistema. E quais são as sensações e percepções deste mesmo cliente ao se alimentar em um restaurante gourmet, com refeições à la carte?

Serão experiências diferentes e que não significam melhores ou piores, mas diferentes para o tipo de necessidade do momento.

Os designers direcionam a experiência do usuário. Eles podem gerar fluxos de página, wireframes e, claro, um mapa do site, adicionar testes de usabilidade e revisões. No entanto, UX designers terão uma abordagem diferente, eles levam em conta o proposto pelo design, mas também vão considerar os objetivos emocionais de seu usuário final. Seu foco pode ser mais em torno de modelos de interação, ao invés de estrutura e layout.

A partir do entendimento do que não é UX, entenderemos melhor o conjunto de “usabilidade e UX” no contexto ágil.

ux

Emprestando a hierarquia de necessidades de Maslow, que nos diz que o software deve ser funcional, o software deve ser fácil de usar – ressaltando a importância de Jakob Neilsen – onde o software precisa ser prazeroso, usando os conceitos de Emotional Design de Donald Norman – pioneiro na usabilidade – conceituaremos “UX preocupado com o design e usabilidade” e por fim com o engajamento emocional dos usuários, através da discussão prática sobre:

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  1. Curva de Aprendizado,
  2. Curva de Satisfação,
  3.  Atendimento de uma necessidade do usuário,
  4. Feedback do usuário.

A seguir temos 10 dicas de como integrar o conceito UX às metodologias ágeis.

  1. Direcionar e incorporar: praticantes de UX devem fazer parte do time do cliente ou Product Owner;
  2. Realizar práticas de pesquisa, modelo, e design antecipado – mas apenas o mínimo necessário;
  3. Divulgar e aplicar o conceito de “Personas”;
  4. Utilizar de um fluxo de desenvolvimento paralelo avançado com acompanhamento do avanço através de feedbacks;
  5. Ganhar tempo de design com histórias complexas de arquitetura;
  6. Cultivar um grupo de usuários para validação contínua;
  7. Aproveitar o tempo do usuário para diversas atividades como inception ágil ou grooming;
  8. Utilizar protótipos de baixa fidelidade;
  9. Tratar os protótipos como especificação;
  10. Tornar-se um facilitador de design.

UX não é usabilidade – mas é ágil: define conceitos, discute a forma de trabalho ágil em uma disciplina – design – vista como arte. E sabemos, arte dificilmente pode ser definida com time-boxes. Com dicas práticas e experiência, no complexo ambiente do software, a apresentação e a discussão em torno do assunto ajuda a clarificar e evoluir a disciplina que tanto cresce neste ambiente. E aqui falamos de adaptabilidade e aprendizado contínuo, agilidade em sua essência.

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