Learning 3.0 na CHINA

Learning Shot em Shanghay

Learning Shot em Shanghay

Isso mesmo, você não leu errado, apresentei o Learning 3.0 em Xangai na China!

Nesse post vou descrever como foi a experiência de apresentar o Learning 3.0 em dois eventos da Scrum Alliance no mês de setembro de 2015!

PS.: Making Ideas Happen do outro lado do mundo. A Adaptworks era a única empresa da América do Sul a marcar presença no evento :)

 

Global Scrum Gathering em Xangai

Em abril de 2015 submeti de maneira despretensiosa duas palestras para o Global Scrum Gathering em Xangai. E ao final a palestra de Learning 3.0 foi aprovada para o evento.

Depois dessa feliz notícia, veio o choque: Preciso me preparar para apresentar em Inglês!

Corri atrás de aulas de inglês durante esse período, afinal é muito importante manter um canal claro de comunicação em palestras deste tipo.

Ao chegar o grande dia da apresentação se algo pode dar errado, vai dar errado: meu computador resolve parar de funcionar duas horas antes da apresentação! E para deixar a situação ainda pior, ao tentar acessar meus backups online percebo que o Slideshare, o Dropbox e o Gmail não funcionam na China.

Corri atrás de um computador e decidi que na pior das hipóteses usaria o flipchart.

Quando faltavam dez minutos para apresentar, lembrei que no meu pen drive do BatMinion havia uma versão antiga da apresentação! Ufa, salvo na prorrogação.

Na apresentação facilitei o Learning Shot de três grupos ao mesmo tempo e com temas distintos.

O processo de escolha do tema foi: forneci 5 temas distintos e pedi para que os participantes chegassem a um consenso sobre qual problema gostariam de discutir, desta forma o problema poderia ser de um ou mais Askers. Pedi para os Askers descreverem os sintomas/problemas e depois descreverem o resultado esperado. Os Sharers e os Askers foram instruídos a colocar ao menos um post-it em Storys e depois deveriam explicar por meio de uma história o seu significado, o mesmo foi feito para Ideas. Finalmente os Askers deveriam selecionar ao menos um “To Try”.

O interessante foi que todos os grupos tiveram problemas em alguma parte do Learning Shot e precisaram de um facilitador. Os grupos tiveram dificuldades para falar dos problemas e dos sintomas, propor soluções, ou para utilizar o History Telling.

Não foi a minha melhor apresentação afinal senti muito o idioma e a Jet Lag, todavia pela expressão não verbal e pelo formulário de avaliação percebi que a sessão foi excelente em um dos grupos, boa no outro, e média no último grupo. Os temas escolhidos e o resultado final do Learning Canvas são mostrados nas fotografias abaixo.

Como fazer meu time trabalhar de forma efetiva sem mim?

Como fazer meu time trabalhar de forma efetiva sem mim?

Como criar um ambiente de aprendizado emergente?

Como criar um ambiente de aprendizado emergente?

Como fazer meu time se auto-organizar no ambiente de trabalho?

Como fazer meu time se auto-organizar no ambiente de trabalho?

Scrum Coach Retreat na China

Depois de ter comprado minha passagem para a China descobri que ia ocorrer o Scrum Coach Retreat na China um dia depois do Global Scrum Gathering exatamente no mesmo hotel. Ainda no Brasil decidi ir neste evento!

O Scrum Coach Retreat é um evento pequeno e que tem como visão criar um ambiente que propicie crescimento e aprendizado a todos os participantes. E que de certa forma permita refletir profundamente, colaborar e ganhar uma nova perspectiva do problema que lhe acomete.

PROFUNDO e, sem saber, Learning 3.0;)

Os facilitadores do evento utilizam uma técnica Learning 2.0, “Training From the Back of the Room!” da Sharon Bowman, que ao ser executada dentro do contexto do evento o torna Learning 3.0.

No início, os participantes escolhem os temas que querem discutir e se agrupam em um tema especifico. Com os grupos formados, executam quatro interações de duas horas e meia com a única obrigação de apresentar o que foi discutido para os outros grupos ao final de cada interação e alimentar um website.

Propus discutir como “Como melhorar o aprendizado dos profissionais do conhecimento”, mas acabei achando mais interessante ir para o grupo ZBox que iria discutir dinâmicas. Houve um momento de Warm UP, montagem de Product backlog com temas de interesse, e escolhermos o Product Owner e o Scrum Master do meu time. Por algum motivo cabalístico eu fui escolhido o Scrum Master do meu time.

Executamos uma Sprint para falar de games para Warm Up, uma segunda para falar de dinâmicas dentro de treinamentos, uma terceira sprint para dinâmicas de retrospectiva e na última resolvi inovar todo processo com um Learning Shot!

A ideia que tive foi aplicar um Learning Shot com o tema “Como fazer team build e melhorar a comunicação de um time utilizando dinâmicas?”

Utilizei uma estrutura que gosto muito em Learning Shots: “Warm Up”,“Open Mind”, “Learning 3.0 e Learning Shot”, e aplicar o Learning Canvas.

Pulei o “Warm Up” porque já havíamos feito na primeira Sprint. O “Open Mind ” foi para que todos desenhassem as últimas 3 sprints. Expliquei o que é “Learning 3.0 e Learning Shot” usando dois flipcharts.

O Learning Canvas foi aplicado da seguinte maneira: pedi para que cada dupla escrevesse sintomas/problemas relacionados ao tema; escolhemos um resultado esperado para Team Build e um para Comunicação. No Storys e Ideas coloquei como restrição o fato de só poderem ser relatadas dinâmicas. E finalmente pedi para que cada dupla escolher um item para o “To Try”. O Learning Canvas final é mostrado na fotografia abaixo.

Como fazer team build e melhorar a comunicação de um time utilizando dinâmicas?

Como fazer team build e melhorar a comunicação de um time utilizando dinâmicas?

Tive três dificuldades neste Learning Shot: Subgrupo linguístico dentro do meu grupo. Não peguei o aceite do time para mudar de forma drástica a condução da estrutura de uma Sprint no início; Facilitadores experientes não gostam de ser facilitados e adoram palpitar na condução de uma facilitação.

O primeiro eu resolvi focando na linguagem corporal do meu time e os dois últimos eu resolvi com uma clarificação de mais 20 minutos do que estávamos fazendo.

O ponto alto deste Learning Shot foi ver o aprendizado fluir! Pois alguns membros do meu grupo nunca haviam ouvido falar do Manamengent 3.0, e quando sugeri aplicar as dinâmicas propostas no “Management 3.0 Workout” ficaram maravilhados. E o mais incrível veio depois, no OpenSpace houve a discussão do tema entre várias pessoas­.

Grupo de estudo do Management 3.0 após o Learning Shot

Grupo de estudo do Management 3.0 após o Learning Shot

TAKE AWAYS

-> Adorei Xangai desta vez, muito por causa das pessoas maravilhosas que conheci.

->Depois de um openspace energizante da Maria Matarelli estou procurando uma organização não governamental para fazer um Learning Shot.

-> É possível facilitar um Learning Shot sem entender toda a comunicação verbal e não verbal dos participantes. Em outras palavras, é possível facilitar um Learning Shot mesmo que você não entenda o idioma deles. LoL

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Coaching, Eventos, Facilitação, Learning 3.0, Management 3.0, Scrum Alliance

Management 3.0 em 20 minutos!

No TDC São Paulo 2014, André Faria e Manoel Pimentel nos contaram, em uma palestra de 20 minutos, o que é o Management 3.0.

Confiram a palestra publicado no SlideShare

Deixem seus comentários, participem do nosso blog!

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Agile, Eventos, Management 3.0, Mudança organizacional

Requisitos Ágeis “à moda da casa” !

Gravamos um vídeo sobre a nossa compilação de aprendizados na disciplina de requisitos!

Esclarecemos, em um quadrante – Why, What, Where e How – , quais técnicas, de levantamento de requisitos e funcionalidades, podemos utilizar em processos ágeis. Conectar essas técnicas e direcionar os profissionais envolvidos; através da prática de dinâmicas baseadas em “canvas”; a alcançar um alto nível de conhecimento sobre as características técnicas e de negócio deste produto, em tempo otimizado, é o objetivo do treinamento de Requistos Ágeis – que estruturamos a partir deste nosso aprendizado!

Este treinamento será ministrado, com super descontos, e com três instrutores no do Agile Trends 2014!

Assistam o vídeo e venham participar!

Videocast Adaptworks #4 – Requisitos Ágeis

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Agile, Eventos, Gestão de Produtos, Product Owner, Requisitos, Videocasts

7 Saberes – Conversa Rápida

Breve palestra sobre os 7 Saberes (Edgar Morin) que Simone Pittner fez no Conversa Rápida de Dezembro de 2013.

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ConversaRápida, Eventos

AdaptWorks e Rally reforçam parceria em evento para discutir tendências para o Agile no Brasil

Realizado em São Paulo, na última quarta-feira, o Agile Café reuniu os principais pensadores e profissionais que trabalham com métodos ágeis para uma interessante troca de experiências.

 

Criado para fomentar a discussão entre a crescente comunidade ágil brasileira, a primeira edição do Agile Café foi um sucesso de público. Organizada pela empresa brasileira AdaptWorks, especializada em treinamento e capacitação para o uso dos métodos ágeis, em conjunto com a companhia norte-americana Rally Software, que atua globalmente no desenvolvimento de soluções ágeis corporativas, a série de palestras superou as expectativas ainda na fase de credenciamento e acabou sendo dividida em duas etapas, uma pela manhã e outra à tarde, para acomodar todos os interessados em trocar informações sobre a cultura Agile.

As apresentações tiveram início com uma palestra de Andreano Lanusse, Techical Account Manager da Rally SoftwareAgile Cafe1, que falou sobre a realidade ágil experimentada por sua empresa em todos os níveis e setores, incluindo as áreas de marketing e vendas, por exemplo. Na sequência, Hamilton Fonte, da Abril Mídia, discorreu sobre as dificuldades enfrentadas e soluções encontradas por sua equipe ao desenvolverem o projeto do site da Veja São Paulo utilizando métodos ágeis em uma empresa de visão reconhecidamente tradicional como o Grupo Abril.

Chamando a atenção dos presentes para o aspecto do gerenciamento deste profissional acostumado a participar de decisões e focar a agilidade, o Agile Expert e co-fundador da AdaptWorks, Alexandre Magno, apresentou o conceito de Management 3.0, ou simplesmente Gestão 3.0, onde os profissionais do conhecimento são abordados como tal, substituindo o arcaico modelo de gestão comando-controle.

Antes do painel de discussão, Manoel Pimentel, Coach e Trainer da AdaptWorks, e Luciano Rodrigues, Project Manager, PMP, CSM da Emphasys, mediaram um Lightning Talk sobre suas experiências com a aplicação dos conceitos ágeis.

A programação foi encerrada com os palestrantes reunidos para responder às perguntas dos participantes, que também puderam fazer comentários em relação às suas experiências na utilização do Agile.

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Agile, Eventos, Imprensa, Management 3.0, Notícias, Parcerias, Scrum

Stoos Connect! – Live Stream em São Paulo

No dia 25 de janeiro de 2013 a nossa querida cidade de São Paulo comemora 459 anos. Enquanto isso, em Amsterdam estará ocorrendo mais uma encontro do talvez mais importante movimento de gestão da atualidade, o Stoos. Depois da reunião de criação da Stoos Network em janeiro de 2012, e do Stoos Stampede em junho, agora é a hora do Stoos Connect!

O Stoos Connect! já conta com uma agenda riquíssima, incluindo nomes bem conhecidos do público brasileiro, como Jurgen Appelo, autor do livro e treinamento Management 3.0, e Niels Pflaeging, autor do livro “Liderando com Metas Flexíveis” e um dos responsáveis pelo treinamento de Beyond Budgeting da AdaptWorks.

Uma ótima novidade do Stoos Connect! é que o encontro será transmitido ao vivo para diversas cidades do mundo, e São Paulo – no dia do seu aniversário – não poderia ficar de fora desta lista, certo?

A AdaptWorks portanto irá sediar a transmissão do evento em São Paulo. Além da transmissão, que ocorrerá das 10 às 17 hs (horário de Brasília), haverá na sequência um descontraído happy-hour para quem quiser continuar a conversa e compartilhar suas conclusões. Será um dia bastante rico e divertido, que provavelmente marcará também o “ponta-pé” inicial das ações do Stoos Satellite São Paulo.

Resumindo

Dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, haverá uma extensa programação de eventos pela cidade. Um deles ocorrerá aqui na AdaptWorks, a transmissão ao vivo – direto de Amsterdam – do Stoos Connect!. Haverá muito conteúdo, discussões, descontração e happy hour. Há apenas 40 lugares disponíveis, e você deve reservar o seu lugar o quanto antes no link Stoos Connect Live Stream em São Paulo. É de graça, mas só reserve seu lugar se você realmente está decido a vir. Nos vemos lá!

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Agile, Beyond Budgeting, Eventos, Management 3.0, Stoos

AdaptWorks no Agile Brazil e no Seminário PMI-RS

Durante o mês de setembro a AdaptWorks participou de dois dos mais importantes eventos da comunidade brasileira de projetos. Em São Paulo, o Agile Brazil, maior evento de Agile da América Latina, superou todas as expectativas. E em Porto Alegre, o capítulo RS do PMI fez mais uma vez um belo trabalho ao organizar um evento recheado de boas palestras.

Agile Brazil 2012

A AdaptWorks possui um estreito relacionamento com o Agile Brazil, já que esteve presente em todas as edições (2010 Porto Alegre, 2011 Fortaleza e 2012 São Paulo). Como nas duas primeiras edições, houveram no evento várias palestras dos nossos instrutores associados, com destaque para a palestra “The Green Lake Strategy” do Manoel Pimentel, “Clean Code” com o André Faria e  a sessão mão-na-massa “Learning 3.0” com Alexandre Magno. Além disso, desta vez a AdaptWorks trouxe como palestrante convidada a americana Johanna Rothman, que falou sobre “Agile Portfolio Management”.

Na Virada Ágil, o treinamento “Managament 3.0” ministrado por André Faria e Alexandre Magno foi um dos destaques do evento. Turma lotada e excelentes feedbacks.

Um dos pontos altos do evento foi o inovador estande da nossa empresa. Neste ano, ao invés de utilizar o espaço unicamente com esforço de marketing e vendas, a AdaptWorks focou em distribuir conhecimento. Dentro do estande foi criada uma pequena sala com diversas sessões “test-drive” de todos os nossos treinamentos. O estande foi um sucesso e esteve quase todo o tempo lotado, com sessões de destaque com Manoel Pimentel, Fábio Aguiar, Alexandre Magno e André Faria. Destaque também para a nossa camisa “Keep Calm and Be Agile” que chamou atenção de todos no evento e causou disputa de muitos.

Nesta edição a AdaptWorks foi patrocinadora Gold do Agile Brazil, reafirmando seu compromisso com o mais importante evento de Agile no Brasil. Ano que vem com certeza estaremos lá novamente.

Seminário PMI-RS

Estivemos mais uma vez no “Seminário de Gestão de Projetos” organizado anualmente pelo PMI-RS em Porto Alegre. Neste ano, além de estar entre os principais patrocinadores do evento, a AdaptWorks, representada por Alexandre Magno, palestrou sobre a “Gestão de Projetos Complexos” e ministrou o treinamento “Management 3.0” na abertura do evento. Este ano o evento esteve recheado de palestras sobre Agile, mostrando como o aquele capítulo do PMI está “antenado” com a evolução destes processos no mercado.

 

 

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Agile, Eventos, Management 3.0, Scrum

Preparativos para o Stoos Stampede de Amsterdam

Stampede at Amsterdam

Na primeira semana de julho estarei em Amsterdam para o Stoos Stampede, evento organizado por membros da Stoos Network. Este será um evento bastante diferente dos tradicionais, já que não haverá uma grade pré-fixada de “palestras” e nem um super hotel 5 estrelas com várias salas reservadas para as sessões. Haverá, na verdade, uma única base, e todas as discussões se darão em cafés e bares espalhados pelo centro da cidade. Portanto, será uma real debandada!

O evento reunirá pessoas que, de um jeito ou de outro, atuam como agentes de mudança em busca de novas atitudes para a gestão. Até o momento, muitos assuntos interessantes foram propostos para discussão, tópicos que vão desde o uso de grupos satélites do Stoos para motivar gestores a mudarem o mindset, até a proposta de um modelo organizacional guiado pela evolução (?!).

Mas o que é Stoos Network?

O nome Stoos refere-se a um vilarejo localizada na Suiça no qual, no início de 2012, reuniram-se um grupo de profissionais preocupados com a bagunça na qual organizações e seus gestores vem se nos metendo, ao tentar manter métodos e estilos de gestão completamente inadequados para um mercado extremamente complexo e tomado pelos profissionais do conhecimento.

Cientes de que ninguém possui “a resposta” para fazer com que as organizações abram os olhos para estas ameaças, decidiu-se então – durante o evento – criar uma rede (Stoos Network) para dar prosseguimento às discussões, mas agora envolvendo uma quantidade de profissionais muito maior, espalhadas pelas redes e continentes.

E além do Stampede em Amsterdam, haverão outros eventos?

Sim, na verdade o movimento está apenas começando. Grupos satélites estão sendo criados ao redor do mundo e alguns, como o de Zurique, já realizaram encontros periódicos envolvendo profissionais do mundo organizacional. Dei o ponta-pé inicial para o Stoos Satellite daqui de São Paulo e, no retorno do Stampede de Amsterdam, espero estar cheio de idéias para compartilhar com o grupo e darmos os primeiros passos com reuniões periódicas e outras ações.

Além das ações dos satélites, já há movimentos para organizar eventos maiores, como o Stampede, em regiões dos Estados Unidos e outros centros.

Como fazer parte?

Todos são bem vindos na Stoos Network e, obviamente, se você é de São Paulo ou região, não deixe de entrar no nosso satélite para ajudar-nos com os primeiros passos. É bem simples, inscreva-se no grupo Stoos Network no Linkedin e, após estar dentro, inscreva-se no sub-grupo Stoos Satellite Sao Paulo.

Algum pré-requisito?

Não ser apenas um ouvinte, mas sim participar de verdade das discussões, trazendo propostas e compartilhando experiências.

Por que vou para o Stampede em Amsterdam?

Na mesma linha do que o Jurgen Appelo propôs no post “What’s Your Reason to Join the Stampede?”, na próxima semana compartilharei  aqui no blog da AdaptWorks as minhas motivações intrínsecas para ir ao evento de Amsterdam – além das óbvias: passear pela cidade e ter uma Heineken Experience, lógico. 😉

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Beyond Budgeting, Eventos, Management 3.0, Mudança organizacional, Stoos

Conversa Rápida Janeiro

No dia 23 de Janeiro, às 20:00, teremos a primeira edição de 2012 do Conversa Rápida aqui na AdaptWorks.

O Conversa Rápida é um evento que tem como objetivo tirar as pessoas da zona de conforto. É um conjunto de 10 palestras de 5 minutos, seguidas por 5 minutos de perguntas. E os temas das palestras só são conhecidos no momento das palestras. Se quiser saber como foram as edições anteriores, dê uma olhada em nosso canal no youtube.

Nessa edição, os palestrantes confirmados até o momento são:

Se tiver interesse em assistir às palestras, envie um email para jabreu@adaptworks.com.br para confirmar sua presença, pois temos poucos lugares.

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Eventos

LESS 2011 – Relato

Na última semana participei da segunda edição da LESS (Lean Enterprise Software and System) na bela Estocolmo, Suécia. Não foram poucas as pessoas que me perguntaram o porque de eu ter optado por esta conferência. Minha resposta é simples: estou em busca de conferências menores, menos conhecidas, fora do eixo, pois é normalmente ali que coisas boas estão sendo discutidas. Não que as conferências mais populares, como Scrum Gathering ou Agile Conference não sejam boas, elas o são, mas já tem algum tempo que saio destas conferências com a percepção de que grande parte das pessoas estão ali a procura de evangelizar outras (vender seus processos, livros ou ideais), fazer networking ou … ambos. Poucos com a cabeça aberta para desafiar convenções, mudar de idéia, enfim.

No geral, a conferência foi excelente! Talvez a melhor que eu tenha participado desde o London Scrum Gathering 2007, que foi bem pequeno, quase um grupo de estudo reunido para aprender mais sobre Scrum. Abaixo vou listar os pontos fortes e um resumo das principais palestras e trilhas que participei.

No-chilique

Em tempos onde praticamente todos os lugares que se fala sobre Agile estão infestados de chiliques em volta de Kanban versus Scrum, só Lean Startup Salva, e coisas do tipo, a LESS foi exceção. Em cada roda de discussão que você entrava, era perceptível que ninguém queria ficar “degladiando” em volta de processos, mantras, e afins. Salvo raras exceções, tudo foi em volta de aprendizado e todos abertos a ouvir opiniões diferentes de suas “crenças”.

NOTA: Eu não participei de nenhuma roda de discussão onde o David Anderson estava presente…e, veja, o Ken Schwaber não estava lá. Eric Ries também não. Rs…

Organização

A organização do evento foi fantástica e totalmente community-driven. As instalações e localização do Clarion Hotel eram perfeitas e tudo funcionou muito bem – ou praticamente tudo,  já que como em quase todos eventos a internet foi sofrível.

Keynotes

Gostei muito do Keynote de abertura do Bjarte Bogsnes. Beyond Budgeting é um tema que me chama a atenção já há alguns anos e, por mais que eu já tenha feito o curso “Implementing Beyond Budgeting” com ele, a palestra apresentou insights interessantes e práticos, como os exemplos de Ambition to Action. Também gostei de ouvir as idéias de James Sutton em volta do tema Complexidade Organizacional e Lean. Simples, leve, mas que foi ótima para reforçar alguns conceitos de ligação disto com o mundo organizacional.

Infelizmente não posso falar o mesmo dos keynotes do segundo dia. Peter Middleton fez bastante confusão com alguns conceitos de Agile e Lean e, por mais que tenha contado histórias interessantes da evolução de Lean na BBC, deixou a platéia insegura quanto às reais razões para algumas aplicações e “mudanças” de Agile para Lean. Já Steve Denning, no keynote de fechamento do evento, fez o esperado: aquela apresentação onde todos damos risadas de piadas sobre nós mesmos ou de nossas organizações ou de outras organizações. Os conceitos que Denning apresenta são bem legais, mas, ao fim de sua palestra fiquei com a mesma sensação de quando terminei de ler seu livro “Radical Leadership”: muita história contada de forma inspiradora, mas que não nos ajuda muito e de forma pragmática a mudar a gestão nas organizações. Não muito diferente de você ler um livro com a história da Apple ou do Steve Jobs; ou da Google; ou da Amazon; ou <coloque aqui o nome de uma empresa que HOJE seja admirada pelo marcado>. Algo muito proveitoso que tirei deste keynote foi a colocação de Denning de que muitas empresas “optarão” por morrer ao invés de encarar de verdade a mudança. Forte mas real.

Trilha Transforming Organizations

Nesta trilha participei das palestras do Ari Tikka (Organizational Allienation) e do Francisco Trindade (Subject to Change). Ambas geraram bons insights para lidar com situações que esbarram na estrutura e cultura organizacional. O Frank citou a conhecida democracia da brasileira Semco e da indiana HCL para construir alguns bons conceitos para um processo de mudança organizacional, fugindo dos famosos “programas de mudança” com cartazes na parede, etc.

Trilha Complexity and System Thinking

Aqui assiti ao Jurgen Appelo falando de uma forma extremamente direta sobre a complexidade por trás das teorias relacionadas a sistemas complexos e pensamento sistêmico (complexo complicado, não?)…o conteúdo foi extraordinário, pena que para pouco tempo de palestra. Logo em seguida Karl Scotland falou da ciência por trás do Kanban, relacionando algumas teorias à forma de trabalho das organizações e de como o Kanban se encaixa ali…gostei bastante desta palestra.

Trilha Beyond Budgeting

Não tenho como negar que era a trilha que eu mais esperava e, felizmente, não sai decepcionado. Peter Bunce foi magnífico com “The Leaders’s Dilemma” abordando diversos exemplos negativos relacionados ao alinhamento de incentivos às metas. Bunce foi também crítico ao mostrar práticas mentirosas de Forecasting e de suas consequências nas organizações.

Na sequência Kajsen Hannson falou de como Beyond Budgeting é praticado no Handelsbanken, um dos bancos mais estáveis da União Européia e o mais rentável da Escandinávia. A organização do banco por branches que possuem total autonomia na gestão e no relacionamento com os clientes foi um dos maiores exemplos de empowerment que já ouvi falar. E veja, não estamos falando de empresa de mídia, mas sim de um banco.

Brian Hawkes (Driver-based forecasting and Dynamic Growth Management) fez uma palestra mostrando alternativas para o processo de forecasting em organizações. Usou exemplos de forecasting em vendas, com estrutura em rolling sem foco em “acertar” o que vai acontecer mas sim em “estudar” o que pode acontecer. Palestra bastante avançada para o público do evento, mas que forneceu pontos importantes a serem estudados.

Para fechar Paul Gooderham falou sobre motivação e o que realmente motiva os funcionários. Foi uma chuva de números baseada em pesquisas feitas em diversas empresas e com uma estrutura que na minha opinião soou um tanto quanto acadêmica. Foi o ponto fraco da trilha.

Workshops

O terceiro dia do evento foi reservado para diversos workshops apresentados por nomes como Jean Tabaka e Alan Shalloway. Eram temas bem interessantes, mas…a minha quarta-feira já estava reservada para uma visita que eu havia agendado bem antes de partir para o evento – ir conhecer Beyond Budgeting no Handelsbanken. A visita foi fantástica, mas os detalhes ficarão para um próximo post.

Mais informações

Segundo a organização do evento os slides das palestras estarão disponíveis no site da LESS 2011 ainda esta semana. Além disso, você ponde encontrar um excelente materil no Twitter procurando pela hashtag #LESS2011

Conclusão

Aprendi bastante nas palestras, nas conversas de corredor, nos almoços e na visita ao Handelsbanken. O LESS com certeza já é um evento reservado para o meu calendário de 2012.

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