Elaboração de um Product Backlog Efetivo

Scrum é um framework para gerenciamento de produtos, baseado em desenvolvimento iterativo e incremental. O seu ciclo inicia com uma lista de funcionalidades desejadas para o produto, priorizada pelo cliente, então o time escolhe as funcionalidades que se compromete em desenvolver, geralmente  com iterações de 1 a 4 semanas.

Podemos notar que esse ciclo é bem definido, tendo como ponto de partida o Product Backlog, mas o Scrum não tem nenhuma definição de como construir um Backlog. Sempre nos deparamos com as perguntas:

  1. Como chegar ao Backlog?
  2. Como construir algo que tenha valor?
  3. Como encontrar a real necessidade do cliente?
  4. Como definir o que é prioridade para o cliente no primeiro momento?

Tentando responder essas perguntas, depois de diversas experiências em vários clientes, nasceu o “PBB – Product Backlog Building”. O PBB tem como principal objetivo ajudar na construção de um Backlog de uma forma compartilhada, construindo um entendimento compartilhado, levando todos os envolvidos ao entendimento colaborativo do domínio do negócio, ou seja, todos compreenderem o contexto do negócio.

Tem como objetivo vivenciar na prática a construção de um Backlog através do Product Backlog Building (PBB) um processo de construção do Product Backlog que utiliza o Backlog Canvas como ferramenta. Essa dinâmica leva todos envolvidos do negócio a uma experiência prática de elaboração e definição de um Product Backlog Efetivo totalmente consistente e alinhado com os valores de negócio do cliente.

Principais objetivos:

  1. Ajudar na construção de um BACKLOG de um forma efetiva e colaborativa.
  2. Construir um entendimento compartilhado do negócio do cliente, facilitando a descoberta e compreensão do produto.
  3. Buscar uma maneira de descrever a experiência do usuário com o produto.
  4. Facilitar a descoberta e escrita de User Stories.
  5. Priorizar por alinhamento de expectativas e metas.
  6. Ter como resultado um Product Backlog totalmente alinhado com o valor de negócio do cliente.

PBB é representado por um canvas (Backlog Canvas) que tem um fluxo bem simples e de fácil compreensão, principalmente para facilitar o entendimento do cliente, pois sua participação é de suma importância nesse processo de construção.

O fluxo de uma forma linear ajuda a organizar a visão geral do negócio e alinhar o valor de negócio, a compreenção e o que o projeto irá agregar ao final, junto com a ferramenta “Backlog Canvas” que ainda deixa todo o levantamento de requisitos organizado de forma visual.

Nenhum comentário »

Categorias deste post

Agile, Gestão de Produtos, Portfólio, Requisitos, Scrum

SAFe – Escalando o Product Development Flow

Como mencionei no artigo anterior,  o SAFe – Scaled Agile Framework, é baseado em princípios Lean, em Scrum, em práticas XP (Extreme Programming) e, em uma considerável experiência de campo de uma ampla comunidade mundial. Ao aprofundarmos essas bases, vamos encontrar um elemento chamado de The SAFe House of Lean  (ver figura abaixo), que é uma variação do famoso House of Lean.  No The SAFe House of Lean, veremos os pilares e valores Lean.    E também veremos que o SAFe é fortemente orientado aos princípios do Product Development Flow (Fluxo do Desenvolvimento de Produto). Esses princípios foram muito bem sintetizados  por Don Reinertsen no livro Principles of Product Development Flow. Nesse nosso post, vamos ter uma visão inicial sobre  esse núcleo do SAFe.

SAFe-House-Of-Lean

Os princípios do Fluxo de Desenvolvimento de Produto são baseados em 08 temas. São eles:

1 –  Take an economic view (Adote uma visão econômica)

Apoie suas decisões sobre o portfolio de produtos e sobre toda a cadeia de desenvolvimento em critérios econômicos.  Adotar critérios econômicos não é algo trivial, pois envolve variáveis como Lead Time,  Custos e Despesas do Desenvolvimento, Geração Valor e também Risco.  O próprio Don Reinertsen reforça que se você tiver que quantificar uma única coisa, quantifique o Custo do Delay (CoD – Cost of Delay). Ou em outra palavras: Qual o custo ou prejuízo de sua organização demorar ou atrasar determinado produto ao mercado?

2 –  Actively manage queues  (Gestão ativa das filas)

Desenvolver, em diferentes níveis organizacionais, uma gestão inteligente sobre as filas de demandas é algo crucial para o sucesso de um portfolio de produtos.  Para isso, para cultivar uma forma inteligente de gerir as filas, é importante entender questões como o efeito que a Lei de Litle  exerce nas demandas, os efeitos de um processamento rápido sobre o tempo de espera e principalmente e ter o controle do tempo de espera através da gestão do tamanho das filas.

3 –  Understand and exploit variability (Entenda e explore a variabilidade)

Admite-se que não é possível gerar valor sem adicionar variabilidade no sistema de trabalho. Isso faz com que assumir riscos seja a base central para criação de valor. Dessa forma,  o SAFe reforça a necessidade de fazer Spikes. O termo spike é uma prática muito forte na XP (Extreme Programming) e ajuda a explorar variabilidade desejada e também ajuda evitar a variabilidade não desejada. Podemos dizer que encontrar esse equilíbrio entre variabilidade desejada e não desejada, é a essência de toda a busca ágil.

4 –  Reduce batch sizes  (Reduza o tamanho dos lotes)

Partindo do princípio econômico que grandes lotes de trabalho aumentam a variabilidade,  retarda o feedback e faz com  que o cycletime (tempo de ciclo) do processo seja igualmente grande, trabalhar com lotes menores, ajuda a reduzir o cycletime,  promove feedback mais rápido e, diminui a variabilidade e o risco do desenvolvimento. Lotes menores também otimizam a forma, o tempo e o custo de handoff (transporte entre etapas) dentro do sistema de geração de valor.

5 –  Apply WIP constraints  (Aplique restrições WIP – Work-in-process)

Gerenciar o WIP é parte central do Kanban. Na verdade, limitar o WIP é uma forma de aplicação do conceito Lean chamado de  Heijunka,  que em uma tradução livre, significa algo mais ou menos como: “Nivelar a carga de trabalho”.  O SAFe, por ser fortemente baseado em Lean, também estimula uma aplicação de Kanban em nível de Portfolio. Dessa forma, reconhece-se que restringir a capacidade de trabalho através uma política de WIP, aumenta a capacidade de entrega e torna o sistema mais fluído e, curiosamente, um pouco mais previsível.

6 –  Control flow under uncertainty: cadence and synchronization (Controle do fluxo sob a incerteza: Cadência e Sincronização)

Cadência torna os eventos imprevisíveis em eventos previsíveis. Já sincronização, estimula que múltiplos eventos aconteçam no mesmo momento. Entender essas diferenças básicas é importante para combiná-las de maneira efetiva em ambiente de escala. Para controlar o fluxo, mesmo sob a incerta, o SAFe  faz a distribuição dessa combinação nos níveis de  Portfolio, Programa e Time.  Essa distribuição  faz com que a organização tenha sensíveis ganhos de planejamento e aprendizado sobre os desvios gerados ao longo do caminho.

7 –  Get feedback as fast as possible (Obtenha feedback o mais rápido possível)

Aumentar a feedbackabilidade, não é algo novo para comunidade ágil. E para o SAFe, isso é o mantra vital a ser propagado em todos os níveis organizacionais. Isso é importante pois loops de feedback locais são inerentemente mais rápidos que os loops de feedbacks globais. Contudo, os loops globais se beneficiam do aprendizado obtido nos locais.  Esse efeito faz com o que a organização gerencie melhor o risco, corrija o rumo dos investimentos e cultive de maneira assertiva a inovação em toda a sua cadeia.

8 –  Decentralize control  –  (Descentralize o controle e as decisões)

A descentralização do controle e das decisões é o elemento crítico para cultivar times auto-organizados e, principalmente, criar um ambiente com maior fluidez na hora de responder às variações dos mercados, dos produtos e do próprio trabalho criativo. O SAFe reconhece que esse é um assunto crítico para que uma empresa possa de fato obter benefícios ágeis para o seu negócio. Dessa forma, as ideias do SAFe estimulam um pragmático reconhecimento de quais decisões, de efeito local, podem e precisam ser tomadas de maneira distribuída e quais as decisões, de efeito global, que ainda precisam ser mantidas de forma centralizada na organização.

 

Bom, essa foi a síntese sobre como o SAFe incorpora os  Princípios do Product Development Flow,  que é uma importante base para se conseguir escalar uma adoção ágil. Como mencionei,  esses princípios estão distribuídos por todos os detalhes do Scaled Agile Framework e norteiam todo o ciclo de desenvolvimento de produtos, desde o nível de portfolio, até o nível do dia-a-dia do time.  Obviamente, que o SAFe empacota esses princípios para que os mesmos sejam vividos de maneira plena, desde pessoas com papéis de C-level,  até todos os envolvidos desde da etapa da identificação de uma oportunidade de negócio, até a implementação da solução para aquela oportunidade. Caso queria mais informações sobre o SAFe, você pode fazer parte do grupo SAFeBrazil (grupo de discussões no facebook) e acompanhar discussões ou contribuir com novas dúvidas sobre o assunto. Até o próximo artigo!

1 Comentário »

Categorias deste post

Agile, Lean, Portfólio, SAFe

SAFe – Uma visão inicial de como escalar Agile

Imagine uma pessoa solteira por opção, que acredita que é uma péssima decisão casar e ter filhos. Imagine essa pessoa tentando aconselhar as ações e decisões de um casal com 4 filhos e que está tendo todos aqueles desafios típicos de uma grande família. Nesse cenário é fácil visualizar o solteiro emanando críticas, que no fundo, vão na linha de “vocês estão errados! Vocês deveriam era ter adotado a filosofia de não de ter filhos! É melhor para a sociedade etc.”.

O que você acha de uma abordagem como essa? Você há de concordar comigo que é, no mínimo, nada produtiva uma eventual discussão entre o solteiro e esse casal.  Baseados nessa metáfora, vamos analisar uma situação do mundo corporativo.  Tomando como referência uma empresa grande (casal com vários filhos) e um  time de desenvolvimento de software (solteiro),   seria igualmente pouco produtivo tentar ajudar a empresa grande, apenas com as ferramentas voltadas ao dia-a-dia do time e/ou do desenvolvimento de um produto. O ponto central da incongruência não é que uma empresa é mais importante ou mais complexa que um time, mas sim, os problemas de ser ágil em uma empresa inteira, com vários times, com diferentes partes de produtos, são diferentes (não melhores) de ser ágil em apenas um time autossuficiente.

É com o reconhecimento de que precisamos de uma abordagem apropriada para os desafios de adotar ágil em larga escala, que o SAFe vem ganhando um considerável número de experimentações ao redor do mundo.

Mas afinal, o que é o SAFe?

SAFe é um acrônimo para Scaled Agile Framework. É um modelo criado por Dean Leffingwell e mantido e evoluído pela Scaled Agile Academy . O SAFe é baseado em Scrum, XP (Extreme Programming), Lean e muita experiência de campo,  para a implementação de práticas ágeis em grande escala. Ele reconhece o que tipicamente tem funcionado bem no trabalho de times ágeis, na forma de fazer gestão de programa e na maneira  ágil tratar um portfólio de demandas organizacionais.  O SAFe fornece um conjunto de práticas para ajudar grandes organizações a responderem perguntas do tipo:  Como rodar ágil em contextos envolvendo vários times? Como sincronizar o trabalho desses times? Como coordenar o resultado do trabalho de times distribuídos geograficamente?  Como priorizar demandas em produtos robustos e dinâmicos? Como escalar uma arquitetura ágil? Como tratar, de maneira ágil, os riscos de um projeto complicado? Como ser ágil e estar em conformidade com modelos de governança?

SAFeBigPicture 

Um modelo de transformação respeitando o jeito de ser das empresas

Uma das características mais fortes do SAFe, é que o mesmo reconhece o jeito de ser de uma organização.  Isso dentro de uma empresa de grande porte, significa que o SAFe introduz a filosofia ágil na cultura organizacional e ajuda a empresa a gerar resultados, sem bater de frente com a estrutura e papéis existentes ou até mesmo, com a cola social vigente na organização.  Então, do ponto de vista estratégico, por ser um modelo que respeita o jeito de ser e a cultura das organizações, o SAFe tem ajudado o movimento ágil a chegar em empresas e em esferas que nunca conseguimos chegar antes.

O que difere o SAFe das demais abordagens ágeis. 

Como falei anteriormente, o SAFe bebe da fonte do Scrum, adota o XP com abordagem padrão para o time e, é fortemente inspirado pelo pensamento Lean para uma abordagem mais enxuta do portfólio de produtos. Então muito mais do que diferenças, o SAFe tem coisas complementares à todas essas abordagens.

Mas claro que o SAFe não é apenas um mix dessa práticas/abordagens. O SAFe oferece em encadeamento lógico de como ligar a estratégia da empresa (alto nível) à um ciclo de desenvolvimento realmente ágil (e vice-e-versa). Lembra da diferença entre os problemas e soluções de um casal com filhos para os problemas e soluções de um solteiro? Então, o SAFe obviamente introduz uma série de atividades, regras e papéis diferentes ao da abordagem pura do Scrum ou XP.   Essas peculiaridades, estão distribuídas principalmente nos níveis de Programa e Portfólio.  Por exemplo, se olharmos para maneira como o SAFe faz a gestão de portfólio, veremos que temos papéis mais específicos para o trabalho nesse nível,  então além de um trabalho forte de Program Portfolio Management,  também há o papel de Epic Owners. De uma maneira resumida, entenda que um Epic Owner é o responsável por grandes assuntos de negócio dentro um determinado objetivo de negócio (tema de negócio).

Mas o SAFe tem várias outras peculiaridades,  que em breve, escreverei com mais detalhes.

SAFe e Scrum

Note que na “cebola” do SAFe organizada em Portfolio Level, Program Level e Team Level,  o último nível (Team Level) é baseado em Scrum. No nível de time, ele trabalha com tudo aquilo que estamos acostumados no Scrum, então elementos como auto-organização, empoderamento da micro-gestão e colaboração são partes essenciais para o funcionamento do SAFe. Assim como o Scrum é um framework para a gestão do trabalho de times em ambientes complexos, o SAFe também é um framework para ajudar na gestão  ágil de vários programas organizacionais, de forma a fornecer para a empresa, uma maneira enxuta (maximização de valor e eliminação de desperdício) de gerar resultados em todo o seu portfólio de produtos.

SAFeScrumAndXP

Orientado à produto

O SAFe, ao contrário do que pode se imaginar, eleva ao máximo o conceito de organizar o trabalho por um forte senso de geração de valor. Uma das provas disso, é que dentro do SAFe, a disciplina clássica de gestão  de projetos (aquele conceito com início, meio e fim) praticamente desaparece.  No lugar dessa disciplina, o SAFe introduz fortemente a disciplina de gestão de produtos. Isso representa um salto gigantesco na maturidade com o qual as empresas devem lidar com a gestão de portfólio de seus produtos.   Para o SAFe, a forma de organizar a execução dessas demandas de trabalho sobre os produtos, é através de um conceito chamado ART.

ART – O coração do SAFe.

Na verdade, espero produzir vários e vários pequenos posts explicando os principais detalhes do SAFe, mas no momento, vamos entender o elemento central de todo o funcionamento do SAFe.

Esse elemento, nos termos do SAFe chama-se ART. ART é um acrônimo para Agile Release Train. ART é a forma do SAFe organizar a entrega de um épico de negócio (grande assunto em nível de Portfólio) dentro de um conjunto cadenciado e sincronizado de várias ações envolvendo diferentes times.

Sem entrar (ainda) nos pormenores de como funciona o ART, vamos nos ater na metáfora principal dele: O trem (train, em inglês).

A metáfora vem da ideia de: Um trem parte de uma estação e chega na próxima estação com um confiável agendamento.  Nesse caso, em termos práticos, teremos uma cadência fixa, uma velocidade “normalizada” e releases previsíveis.

Para colocar em prática essa metáfora, é necessário uma abordagem específica para organizar pessoas e processos ao redor da construção do ART.

Pessoas, pois um ART pode ser trabalhado por vários e diferentes times (cada um com sua respectiva Sprint). Então, vamos precisar de novos papéis para suportar a integração técnica e processual desses diferentes times. Essa é missão de um RTE (Release Train Engineer) – Em breve escreverei sobre esse papel também.

Processos, pois para entregar o incremento de produto gerado por um trem, que tem vários times trabalhando nele, será preciso trabalhar com mais de uma Sprint com a mesma cadência de início de fim para todos os times. Além de claro de outros detalhes que em breve escrevei aqui no blog.

Apenas uma coceira no cérebro

Bom, a ideia desse breve texto, foi gerar apenas uma pequena coceira no seu cérebro sobre o SAFe. Por tratar de um assunto crítico para as organizações (Agile em larga escala),  SAFe é um assunto realmente vasto. Portanto, conto com  feedbacks vindos por comentários, e-mails, tweets para me ajudar a compor um norte dos próximos assuntos que escreverei sobre o mesmo.

Também aproveito para convida-lo, a fazer parte do grupo SAFeBrazil (grupo de discussões no facebook – http://www.facebook.com/groups/SAFeBrazil).  Lá poderemos trocar mais figurinhas sobre o assunto e até mesmo esclarecer mais alguns detalhes sobre o SAFe e sobre o assunto Agile em larga escala de maneira geral.

Mais referências:

scaledagileframework.com

1 Comentário »

Categorias deste post

Agile, Mudança organizacional, Portfólio, SAFe, Scrum

Por que devo aprender Gestão de Portfólio com a Johanna Rothman?

Nos dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo, a AdaptWorks receberá pela primeira vez no Brasil o treinamento “Manage Your Project Portfolio” com Johanna Rothman. Ela é a maior autoridade mundial quando se fala em Agile Portfolio Management, e é autora do mais importante livro sobre o tema.

Hoje em uma conversa rápida, fiz à Johanna algumas perguntas que podem lhe fazer perceber a importância que este treinamento tem na trajetória de sua empresa – e sua – com Agile. É realmente uma oportunidade única, pois trata de pontos estratégicos para as organizações e muitas vezes negligenciados dentro da comunidade ágil.

Ax: Qual a importância da Gestão de Portfólio para as organizações de TI?

Johanna: Organizações de TI (e organizações de engenharia e R&D) tem sempre muito trabalho a ser feito. A pergunta é sempre a mesma: qual trabalho deve ser feito primeiro? E isto não é uma pergunta fácil de ser respondida. A Gestão de Portfólio de Projetos é o melhor caminho obter esta resposta.

Ax: Quais são as principais diferenças entre as práticas tradicionais de Gestão de Portfólio e uma abordagem Agile/Lean?

Johanna: Abordagens tradicionais precisam de previsão de ROI, de valor, de custo. Você sabe onde eu quero chegar. É esperado que você preveja tudo para poder tomar uma decisão. Mas como sabemos, não somos muito bons em previsões, certo?

Com uma abordagem Agile/Lean, você não precisa prever muito. Você diz, qual é o trabalho mais importante a ser feito agora? Então nós atribuímos aquele trabalho a um time para uma iteração. Ou, se usarmos Kanban, o time trabalha naquela MMF (Minimum Marketable Feature). Quando o time finalizar, eles trabalham então na próxima funcionalidade. Ou, se usarmos Agile, o time nos mostra uma demo, e nós dizemos: “Ok, qual é o próximo trabalho de mais valor para este time trabalhar?”

Ax: Entendi, já que você estará alocando o time em uma MMF ou iteração, e não em um grande projeto inteiro, o risco de “escolher investir no projeto errado” é reduzido. Muito interessante!

Johanna: Isto é baseado em dados. Nós focamos no trabalho mais estratégico, de mais valor. Eu falo um pouco mais sobre isso no post “Visualizing All the Work in Your Project Portfolio”.

Ax: Quem não pode perder este treinamento?

Johanna: Se você é um gestor e está cansado de ver as pessoas perdendo o tempo com multitasking, você deve participar deste treinamento. Se você é um gestor senior, e quer saber como gerenciar um portfólio de projetos, você deve participar deste treinamento. Se você é um indivíduo que participa de projetos em qualquer posição, e pode sair por dois dias do trabalho, você voltará com ótimas idéias para sugerir ao seu gestor. Se você é um gerente de projetos, você aprenderá como tomar as decisões certas.

Ax: O que os participantes podem esperar do treinamento?

Johanna: Após estes dois dias as pessoas dirão: “Eu realmente me diverti. O treinamento foi bastante interativo. Você deveria ter ido! Eu aprendi muito em dois dias”. Portanto, você deve estar lá.

Ax: Na sua passagem pelo Brasil você também fará uma palestra no Agile Brazil, o maior evento da comunidade brasileira de Agile. Pode nos falar um pouco sobre isso?

Johanna: Eu tenho alguns contatos no Brasil através do Linkedin, mas não sei muito além disso. Não vejo a hora de conhecer muitas pessoas da comunidade brasileira e ver se há algo de diferente entre as outras comunidades que já visitei. Aposto que aprenderei muito e conhecerei muitas pessoas interessantes.

 

Ainda há algumas vagas disponíveis para esta única turma da Johanna Rothman no Brasil, e para evitar que algumas pessoas interessadas fiquem de fora estamos trabalhando com uma condição exclusiva para este treinamento e fazendo o parcelamento em até 12 vezes! Lembrando ainda que cada participante receberá uma cópia do livro “Manage Your Project Portfolio” das mãos da própria autora.

Inscreva-se aqui, ou através do fone (11) 2507-3563.

1 Comentário »

Categorias deste post

Agile, Kanban, Lean, Portfólio, Scrum

Treinamento Inédito no Brasil com Johanna Rothman sobre Gestão Ágil de Portfólio

A AdaptWorks inova mais uma vez, trazendo pela primeira vez ao Brasil o treinamento “Manage Your Project Portfolio”, ministrado por Johanna Rothman.

Johanna Rothman, é fundadora do Rothman Consulting Group, uma líder reconhecida na comunidade Agile. Escreveu vários livros sobre gestão, incluindo “Manage It! Your Guide to Modern, Pragmatic Project Management”, “Behind Closed Doors: Secrets of Great Management” (com Esther Derby), “Hiring the Best Knowledge Workers, Techies & Nerds”, “Corrective Action for the Software Industry” (com Denise Robitaille) e “Manage Your Project Portfolio, Increase Your Capacity and Finish More Projects”, sendo este último o mais recente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este último livro conta-nos, essencialmente, sobre como identificar os primeiros projetos a serem realizados e os que jamais devem seguir adiante. Muitas organizações têm projetos que vêm se estendendo há muito tempo e talvez o caso seria interromper esses projetos, pois eles deixaram de gerar valor. Ou, em alguns casos, um outro rumo pode ser necessário ao projeto, assim como dividi-lo em dois, por exemplo.

O treinamento que Johanna fará aqui no Brasil abordará justamente essas questões, entre outras, tais como:

  • Desenvolver e manter um portfólio ágil, aplicando práticas ágeis e lean.
  • Avaliar os projetos, classificá-los e selecioná-los para incluir no portfólio.
  • Criar confiança entre todos os envolvidos, permitindo uma melhor colaboração.
  • Iterar sobre o portfólio e medir o essencial em projetos e programas.
Recentemente, ela foi entrevistada pelo InfoQ norte-americano, abordando a gestão de portfólio ágil e assuntos como projetos de “missão impossível”, projetos “sagrados” e impedimentos gerais mostrando como superá-los.

Em novembro de 2011, ela participou da “Developer Conference” na Suécia, em uma sessão em que abordava o planejamento de um portfólio ágil.

Para conhecer mais sobre o seu “portfólio” de conhecimento:
  • Boletim que ela mantém e envia por e-mail sobre gerente pragmático: Pragmatic Manager.
  • Apresentações que ela já realizou: Slideshare.
  • 3 Blogs que ela mantém (gestão de produto, contratação de pessoas técnicas e sobre “vida adaptável”): Blogs.

E não percam, pois dias 08 e 09 de maio ela realizará o treinamento inédito no Brasil, promovido e organizado pela AdaptWorks. Oportunidade única!

Atualização: Este workshop teve data alterada e confirmada para 10 e 11 de setembro, em São Paulo. 
1 Comentário »

Categorias deste post

Agile, Lean, Portfólio

Muitos Projetos para Gerenciar e Poucos Profissionais para Atuar?

Se você se encontra nesse dilema pode ter certeza que não está sozinho.

Nos tempos atuais, cada vez mais temos muitos projetos para iniciar, sem ao menos terminarmos aqueles que já começamos. Parece que o conceito de “multitasking” está cada vez mais enraizado nas corporações, desenvolvedores trabalhando em vários projetos em paralelo, cada um com uma natureza de negócio diferente, gerentes de projetos conduzindo 4 ou 5 projetos ao mesmo tempo, enfim, um verdadeiro caos que não é gratificante nem para esses profissionais e muito menos para as empresas. E como ficam os múltiplos projetos emergenciais tratados integralmente como de alta prioridade? Quantos débitos técnicos estamos gerando nas entregas, em decorrência da falta de foco ou até mesmo porque os próprios desenvolvedores não têm tempo de atuar? Os clientes não estão preocupados com a quantidade de projetos que você está conduzindo, mas por outro lado estão cuidando de seus próprios produtos, então qual é a estratégia a ser adotada?

A gestão de um portfólio de projetos é um meio de organizar o fluxo de entrada de projetos, além de incentivar a que cada um deles termine, ajudando a restringir o que realmente trará valor para o negócio. O portfólio ajuda a limitar o número de projetos ativos e o quanto menor for o número de projetos em andamento, menor será a competitividade de alocação de pessoas entre eles. O resultado da correta gestão de portfólios é, por incrível que pareça, um maior fluxo de entrega de projetos para a empresa, focando no que realmente trará benefícios.

A combinação dos métodos ágeis ajuda a criar uma gestão ágil de portfólio, onde podemos considerar não somente projetos mas também épicos e features dentro do dashboard e limitar a quantidade deles, priorizando aqueles que são de maior valoração para o negócio. E nesse sentido combinar com os princípios do pensamento Lean, ou seja: pensar em termos de valor, ajudando o cliente a defini-lo; criar um fluxo que permita que os problemas fiquem transparentes para todos, propiciando condições suficientes para que a equipe consiga realizar as suas tarefas sem interrupções; incluir métricas visíveis para todos, tais como gráficos de velocidade, burndown/burnup e o backlog do portfólio; criar um mecanismo que permita que as pessoas terminem o seu trabalho antes de começar um outro e eliminar o multitasking.

À medida que você avança com o seu portfólio ágil, você percebe que acaba entregando mais features para o seu cliente, os projetos terminam com antecedência, você tem menos features emergenciais, as pessoas focam em uma feature por vez, finalizam aquelas de maior valor em um determinado timebox, além de permitir que a própria equipe construa o produto junto ao cliente e evolua a sua própria capacidade. Neste sentido, os gerentes precisam de times menores e mais focados, finalizando features com mais agilidade.

Johanna Rothman, líder muito reconhecida na comunidade Agile, referência no assunto sobre gestão ágil de portfólio, autora de alguns livros sobre gestão, entre eles “Manage It!”, “Behind Closed Doors”, “Hiring the Best Knowledge Workers, Techies & Nerds: The Secrets and Science of Hiring Technical People” e “Manage Your Project Portfolio”, discute sobre como gerenciar o portfólio de forma ágil em uma entrevista na InfoQ.

A AdaptWorks irá continuar esse assunto para você entender como gerenciar o seu portfólio de forma ágil em seus próximos posts, aguarde!

Nenhum comentário »

Categorias deste post

Agile, Portfólio