O que realmente é um impedimento?

Com a popularização do Scrum como principal método ágil para desenvolvimento de software, muitas equipes ágeis adotaram em seu vocabulário o termo “impedimento”. O termo, porém, gera muitas controvérsias, por ser extremamente subjetivo.

Um impedimento é qualquer fato ou risco que pode prejudicar o progresso ou a performance de uma equipe durante uma iteração ou release.

Se considerarmos uma equipe auto-gerenciável e o seu potencial de autonomia, podemos considerar que esta equipe deveria ser capaz de resolver qualquer um de seus impedimentos. Mas, se considerarmos que esta equipe passou por um processo de amadurecimento e nem sempre foi capaz de resolver seus impedimentos, passamos a considerar com maior realidade o contexto natural de uma equipe auto-gerenciável.

A falta de permissões para acessar um determinado servidor de banco de dados e criar uma tabela, pode realmente ser um impedimento, tão importante quanto precisar entrar em contato com um fornecedor de um framework específico para renovar o contrato de utilização de suas APIs. O que vai determinar se ambos são realmente um impedimento ou não, é a capacidade que um Coach (Scrum Master) tem de desenvolver a autonomia de sua equipe, garantindo que ela seja capaz, a longo prazo, de resolver qualquer um de seus impedimentos, restante somente os mais complexos ou os menos previsíveis para que seu Coach os ajude. Ou seja, não basta que o Coach de uma equipe simplesmente resolva seus impedimentos podando suas oportunidades de aprendizado sobre autonomia. É importante que ele resolva os impedimentos sempre junto com a equipe. Desta forma, como se estivesse trabalhando em par, o Coach garante que a equipe está aprendendo a resolver seus próprios impedimentos e amadurecendo, conforme a complexidade destes impedimentos cresce. Restam, de fato, aqueles impedimentos esporádicos e não tão previsíveis onde a habilidade de um bom Coach se faz extremamente necessária.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos impedimentos têm relação direta com a autonomia para tomada de decisões. Um Coach pode utilizar-se de ferramentas como o Quadro de Autoridade e os 7 Níveis de Delegação do Management 3.0 para negociar com uma equipe que ainda está começando a lidar com auto-organização e auto-gerenciamento, níveis de delegação sobre tomadas de decisão frequentes durante suas iterações e releases. Se o Coach busca trabalhar colaborativamente nos níveis mais baixos de delegação, ou seja, nos níveis em que a decisão está sob seu controle, em pouco tempo ele perceberá uma equipe amadurecendo a sua autonomia e o seu auto-gerenciamento. Desta forma, por mais subjetivo que seja o assunto “impedimento”, ele fica naturalmente ligado ao amadurecimento de uma equipe e, consequentemente, a capacidade de uma equipe de resolver seus próprios impedimentos ao longo de seu desenvolvimento pode ser percebido como uma medida de maturidade sobre seu auto-gerenciamento.

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Não subestime o poder de uma release em seu projeto

Não são poucas as equipes ou empresas que cometem o equívoco de trabalhar com iterações sem que elas estejam contextualizadas. Apesar da ilusão de ser ágil trabalhando com iterações, pouco muda no resultado desse esforço. Continua-se criando um grande batch (incremento) que será promovido a algum ambiente mais estável daqui a algum tempo, e continua-se trabalhando em tarefas sem saber exatamente que problema se está resolvendo.

Pra resolver este problema quando trabalhamos com iterações em projetos, existe o conceito de release. Uma release, assim como uma iteração, é um timebox. Para criar este timebox, a maioria das empresas divide o ano em 4 partes iguais, criando assim releases de 1 trimestre. Dentro destas releases, aglomeram-se as iterações, que são contextualizadas pelo objetivo daquela release. Ou seja, a principal pergunta que vai nortear o trabalho de uma release é: que problema queremos resolver com esta release? Ou seja, que problema queremos resolver neste trimestre?

 

 

A resposta a esta pergunta vai nortear a geração do que chamamos de MVP (Minimum Viable Product) para solucionar o problema. Este MVP vai nos ajudar a escolher as features que precisaremos desenvolver durante aquela release para resolver o problema em questão.

Para auxiliar neste processo existem inúmeras ferramentas e canvas disponíveis. O SAFe, por exemplo, propõe um processo de planejamento de um ART (Agile Release Train), inclusive buscando sincronizar o trabalho de diversas equipes. Em um ambiente mais simples, dentro de um projeto de 1 equipe, pode-se usar um release roadmap para organizar uma release e dar a visibilidade necessária à equipe sobre seu MVP e o problema que ele resolve.

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O autor e product manager Roman Pichler sugere o template acima para organizar um release. Repare que ele contém todas as informações necessárias para direcionar uma equipe durante um trimestre, como a data de lançamento final do produto gerado, o objetivo da release, as funcionalidades envolvidas e até métricas para acompanhar o sucesso do produto gerado.

Lembre-se: não basta criar iterações (ou sprints), aglomerar requisitos, partir para o desenvolvimento e apenas repetir este processo indefinidamente. É importante contextualizar não só a sua equipe com ferramentas como as propostas acima, como também contextualizar a sua organização sobre os seus releases. Uma ocasião como essa pode ajudar na comunicação com outras equipes que podem ser dependentes do produto da sua equipe, criando uma janela de oportunidade para que estas equipes que dependem do seu produto exponham suas necessidades antes que você planeje a sua release e parta para o desenvolvimento do MVP. 😉

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GRANDES TENDÊNCIAS ÁGEIS PARA 2016

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O desenvolvimento de software e gerenciamento mudou com o surgimento e implementação de metodologias ágeis. Hoje existe uma grande procura por profissionais que possuam habilidades e experiências em métodos ágeis.

A metodologia Ágil revolucionou o cenário de TI inicialmente e posteriormente já estava presente em diversos segmentos, multiplicou muito a demanda de profissionais da área que entendem e compreendem a metodologia e suas variadas vertentes (Lean, Scrum, Kanban, e SAFe).

O número de certificações existentes variam e isso serve para proporcionar maior conhecimento e competência para variados níveis de convivência com o cenário ágil. Neste artigo apresentamos algumas certificações e treinamentos que você deve conhecer melhor e que te prepararão para o ano de 2016, de acordo com sua realidade e necessidade.

 

·   International Consortium for Agile (ICAgile)

A International Consortium for Agile é uma entidade de acreditação independente que oferece abrangentes certificações ágeis que fornecem especialização de diversas funções em variados segmentos ágeis, incluindo Scrum, eXtreme Programming (XP), Kanban e muito mais.

Existem três níveis de certificação: Professional, Expert e Master, para testar e avaliar o conhecimento do candidato e competência dentro de métodos ágeis.

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O “Certified Agile Professional” é um treinamento de dois dias focado nos pilares, valores e princípios da agilidade, tendo uma abordagem cross-method, ou seja, está muito além de uma visão sobre um framework ou método. Essa certificação aborda quais são os princípios da agilidade, como eles influenciam nas várias formas que agilidade pode ter, e como reconhecer a importância das diferenças de contexto num processo de adoção ágil.

 

·   SAFe (Scaled Agile Framework)

Scaled Agile Framework (SAFe) é um conjunto de boas práticas baseado em Scrum, XP, Lean e muita experiência de campo, para a implementação de práticas ágeis em grande escala. Ele reconhece o que tipicamente tem funcionado bem no trabalho de times ágeis, na forma de fazer gestão de programa e na maneira ágil de tratar um portfólio de demandas organizacionais.

O SAFe fornece um conjunto de práticas, devidamente experimentadas, para ajudar grandes organizações a responderem perguntas do tipo:

  • Como rodar ágil em contextos envolvendo vários times?
  • Como sincronizar o trabalho desses times?
  • Como coordenar o resultado do trabalho de times já distribuídos?
  • Como priorizar demandas em produtos robustos e dinâmicos?
  • Como escalar uma arquitetura ágil?
  • Como tratar, de maneira ágil, os riscos de um projeto complicado?
  • Como ser ágil e estar em conformidade com modelos de governança?

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Essas tem sido algumas das questões que o SAFe está ajudando a responder em grandes empresas que estão adotando ágil realmente em larga escala e gerando resultados reais em redução de time-to-market, aumento da satisfação dos clientes, aumento da felicidade no trabalho e aumento da percepção sobre o retorno de investimento e até mesmo, redução drástica dos investimentos em projetos não necessários/importantes.

 

·   Management 3.0

Gestão ágil geralmente é uma parte negligenciada em Agile. Existem muitas informações disponíveis para desenvolvedores, testadores e gerentes de projetos Ágeis, mas muito pouco para gerentes de desenvolvimento e líderes de times. Entretanto, quando as organizações adotam o desenvolvimento Ágil de software, não somente desenvolvedores, testadores e gerentes de projetos precisam aprender novas práticas. Gerentes de desenvolvimento e líderes de times também devem aprender uma nova abordagem para liderar e gerenciar organizações Ágeis. Diversos estudos indicam que gerentes do tipo “estilo antigo” são o maior obstáculo na transição para o desenvolvimento Ágil de software. Gerentes de desenvolvimento e líderes de times precisam aprender qual será seus novos papéis em organizações de desenvolvimento Ágil de software. Este curso foi criado para ajuda-los nesses aspectos.

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O objetivo do Management 3.0 é preparar lideranças para crescer estruturas organizacionais adaptativas, organizações inovadoras e ambientes de trabalho inspiradores. A abordagem de Management 3.0 reforça que a gestão não é apenas uma responsabilidade dos gerentes, e sim uma responsabilidade que deve ser compartilhada por todas as pessoas da organização.

  • Como Desenvolver competências e a habilidades das pessoas?
  • É possível mudar a cultura organizacional?
  • Como fazer uma gestão ser mais Ágil?

Estes são exemplos de perguntas que a abordagem de Management 3.0 ajuda a responder e para as quais as práticas tradicionais de gestão não têm conseguido trazer bons resultados.

 

·    Assim concluímos…

Que aqui vimos alguns conceitos básicos dos treinamentos “Agile” que prometem potencializar o desempenho de variados times. O conceito básico de todos os treinamentos é melhorar a produtividade, o importante é o foco na comunicação constante com o cliente, na entrega continua e na equipe de desenvolvimento.
Aprender que planejar somente o que de fato será executado naquele processo, com atenção a detalhes, de modo que o desenvolvimento e entrega ao cliente possa ser frequente, o feedback constante e a correção rápida e eficiente é o começo da adaptação ágil.

A Adaptworks oferece todos estes e outros treinamentos, entre em contato para uma conversa e mude sua forma de lidar com ambientes complexos, adaptando-se á buscar soluções específicas para cada tipo de problema, e comece 2016 da melhor forma possível .

Acesse: www.adaptworks.com.br

 

FONTES:

http://www.cio.com/article/2989355/certifications/7-agile-certifications-to-take-your-career-to-the-next-level.html#slide8

 https://www.scrumalliance.org/

http://adaptworks.com.br/TreinamentoDetalhes

 

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