Hoje nós vamos falar sobre os frameworks ágeis. Eles escalonam os valores e a produtividade de negócios, permitindo o mindset ágil, que difunde valores como entrega rápida e de alta qualidade do produto. Mas você conhece os principais tipos de framework ágil e quais são as diferenças entre eles? Confira!

O SAFe (Scaled Agile Framework) é um frameworks ágeis de escala que mais cresce no mundo, expande o desenvolvimento ágil a nível corporativo, permitindo que frameworks como o Scrum e o XP sejam aplicados a grandes organizações, facilitando o gerenciamento das tarefas e a entrega de valor para as áreas de negócios.

O Scrum usa ciclos de desenvolvimento no nível de times que garantem qualidade na entrega e mudanças de requisito com o decorrer do processo. Os clientes são parte da equipe de desenvolvimento, e as entregas, validadas ou redefinidas em conjunto.

O Scrum tem como princípios a transparência; o monitoramento das atividades; e a adaptação, com o ajuste das atividades. Define as prioridades em processos e otimiza o desenvolvimento da gestão. Entre os atores envolvidos estão o Scrum Master (pessoa que facilita o processo e trata dos impedimentos do time), Product Owner (representa os clientes e responde pela priorização das atividades e negócio), e o Development Team (grupo que analisa, desenvolve, implementa e testa produtos ou serviços).

Um método que também faz parte desta lista seleta de Frameworks Ágeis, muito embora não seja considerado um Framework, é o método Kanban. No Kanban o trabalho é visualizado por toda a equipe, com atividades divididas e direcionadas a cada responsável, obedecendo o que terá que ser realizado, o que está em andamento e o que já foi feito através de um fluxo contínuo e limites estabelecidos de entrega de trabalho para chegar em uma cadência.

Ao identificar gargalos e desperdícios, permite forte assimilação das informações. Com grande comunicação e integração, o tempo de espera cai, e a eficiência aumenta. O Kanban se aplica na contratação de funcionários de empresas de recursos humanos, na gestão financeira, potencialização de estratégia de marketing, otimização dos processos de TI e aumento da produção nas indústrias.

Há ainda o XP (Extreme Programming), outro da lista que também não é considerado um dos Frameworks Ágeis, mas também não pode ficar de fora, como metodologia está ligado às práticas de desenvolvimento dos times. Ele leva ao extremo algumas práticas, como testar, revisar, desenvolver e integrar. Clareza e confiança, simplicidade, feedback constante são atributos importantes, além de outro fundamental: a coragem.

A equipe pode e deve reconhecer que nem sempre todo o time tem as mesmas habilidades e facilidades. Tendo isso como base, no entanto, é possível utilizar novas abordagens para resolver estes problemas e conflitos e tentar novas alternativas.

Por fim, há o Lean Startup. O método valida ou elimina o produto, reduzindo desperdícios a longo prazo. Tem como vetores a construção, a mensuração, e o aprendizado.

“Lean” significa “enxuto”. Daí é possível ter uma ideia do que significa esta metodologia. Ela pode ser usada para o empreendedor desenvolver e lançar novos produtos no mercado.

O “Lean Startup” está ligado a três vetores principais. Um deles é a objetividade ao analisar as hipóteses que precisam ser comprovadas. Em vez de um longo Plano de Negócios, o uso do Canvas, um diagrama que traça diagnóstico sobre como a empresa cria valor, é o mais indicado.

O cliente também deve testar as hipóteses com o “desenvolvimento com clientes”. Ou seja: a empresa conversa com potenciais usuários e parceiros para avaliar a opinião sobre qualquer elemento do negócio. O terceiro ponto é o desenvolvimento ágil, aliado ao desenvolvimento com o cliente. Todos os pontos giram em torno de um contato constante entre os times e os clientes.

E aí? Gostou de conhecer os principais Frameworks Ágeis? Deixe seus comentários.

Diego Bonilha

Sou formador oficial da ICAgile na trilha Agile Coaching Expert e SPC (SAFe Program Consultant) oficial. Tenho experiência como desenvolvedor, líder, gerente de projetos e Scrum Master. Agilidade em escala e novos modelos de gestão em um mundo em constante evolução são assuntos que me fascinam e por isso busco. apoiar a mudança organizacional das grandes empresas em diferentes níveis

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